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Tratamentos, terapias e acompanhamentos
  

Sempre pesquisamos novos dados para esta página. O texto inclui informações dos livretos preparados pelo HCPA.

 

 

  

 

 
Considerações gerais

Todos os tratamentos propostos até esta data são experimentais, são indicados para alguns tipos de MPS e em todos existem riscos. Tem-se conseguido melhores resultados nos casos em que não há comprometimento mental ou grandes deformações ósseas. Em geral observa-se uma diminuição significativa do fígado, baço e aumento da mobilidade das articulações.

Nos pacientes com MPS, otites e infecções das vias respiratórias costumam ser freqüentes e devem ser tratadas com atenção. Em geral é necessário o uso de antibióticos. Os médicos que acompanham estes pacientes devem avaliar caso a caso para uma eventual recomendação de vacinas anti-gripe.
(Referência - Livretos sobre MPS do HCPA Hospital de Clínicas de Porto Alegre)

O acompanhamento por um dentista é necessário não só para evitar cáries e infecções bucais, mas também para melhorar a parte respiratória e permitir uma mastigação adequada, o que irá colaborar na digestão dos alimentos.

O fonoaudiologista pode auxiliar tanto na parte respiratória como com técnicas para melhorar a mastigação e a fala, especialmente para pacientes que apresentam o aumento na língua (macroglossia).

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Aconselhamento genético

O objetivo do aconselhamento genético é analisar e explicar, em termos compreensíveis para os pacientes, o risco de aparecimento de determinadas doenças. 

No caso de aconselhamento antes ou durante uma gravidez, o papel do geneticista é de informar e esclarecer aos casais sobre as possibilidades de se gerar um filho com deficiências, as características que a criança poderá apresentar no momento do nascimento, quais as suas limitações e incapacidades, de maneira a poderem decidir conscientemente pela continuação ou não da gravidez.

Todas as famílias com pessoas afetadas por doenças genéticas devem buscar maiores informações com um médico geneticista, especialmente ANTES de ter outro filho. O médico poderá esclarecer sobre os riscos de parentes próximos também serem portadores e sugerir se outros familiares devem ser informados. 

O geneticista é o profissional recomendado para orientar sobre a necessidade ou não de se realizar exames de DNA ou outros de pesquisa genética.

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Alimentação

Até o momento, a informação obtida com a MPS Society dos Estados Unidos e confirmada por vários médicos que participaram dos Encontros Brasileiros de MPS, é de que não há nenhuma recomendação especial quanto à alimentação. Ela deve ser balanceada e adequada a idade do paciente, fornecendo os nutrientes necessários. 

Esses sacarídeos que se acumulam no organismo, apesar de serem açúcares, não são provenientes dos alimentos ingeridos, sendo um subproduto da própria atividade de desenvolvimento do nosso organismo, especiamente das mucosas e do tecido conjuntivo.

O acompanhamento de um nutricionista é de grande utilidade para se desenvolver uma dieta que auxilie o paciente especialmente nos quadros de disfunções gástricas ou intestinais. Algumas famílias reportam que uma dieta vegetariana equilibrada e o uso de homeopatia auxiliam na qualidade de vida.

Em alguns pacientes, a substituição do leite de vaca por leite de cabra ou de soja, aparentemente auxiliou na diminuição do muco e na menor ocorrência de incômodos gástricos e intestinais. 

Deve-se buscar orientação médica para substituição de alimentos sempre que se identificar aqueles que causem algum tipo de desconforto, por exemplo diarréias. 

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Fisioterapia

A fisioterapia permite que pessoas com MPS tenham qualidade de vida por mais tempo.

Algumas informações já localizadas:

Devido a algumas características das MPS deve-se tomar cuidado com movimentos bruscos, especialmente da cabeça.

  • Hiperextensão da cabeça 
    Refere-se à posição em que a cabeça fica quando encostamos (ou tentarmos encostar) a nossa nuca na parte de trás do pescoço. Esse tipo de movimento, principalmente se feito de maneira brusca, deve ser evitado pelos pacientes com MPS.
    (Referência - Dra Ida Schwartz)
      

  • Luxação ou subluxação atlantoaxial
    Para que o nosso pescoço possa se movimentar normalmente, é fundamental que as duas primeiras vértebras (atlas e axis) sejam bem articuladas e esta articulação é feita pelo odontóide (que, na realidade, é uma parte do axis). Nos pacientes com MPS, o odontóide pode ser de tamanho reduzindo, impedindo a articulação normal. Os pacientes conseguem mexer o seu pescoço, mas existe risco aumentado de desarticulação desses dois ossos, ocasionando o seu deslocamento e lesão da medula nervosa (que passa no interior dos ossos da coluna).
    (Referência - Dra Ida Schwartz)

Como são doenças de efeitos progressivos, melhoras obtidas com fisioterapias e tratamentos podem vir a retroceder. Apesar disso, deve-se considerar sempre o benefício da qualidade de vida que estará sendo oferecida por mais tempo. Também é importante "ganhar tempo", pois sempre há a esperança da liberação para aplicação em seres humanos de tratamentos mais eficazes.

Alguns portadores de MPS apresentam melhora no comportamento com sessões de equoterapia (terapia com cavalos). Um ortopedista deve ser sempre consultado pois alguns tipos de MPS apresentam alterações ósseas que podem ser agravadas com estes exercícios.

A hidroterapia e natação também podem ser usadas, entretanto os cuidados devem ser redobrados, pois há a possibilidade de se agravar as infecções de ouvido e mesmo desenvolver alergia ao cloro e produtos químicos usados nas piscinas.

A recomendação geral é de que as atividades de fisioterapia sejam feitas no mínimo duas vezes por semana e de forma lúdica, para que não se tornem cansativas. Deve-se sempre respeitar os limites do paciente, não realizando movimentos que causem dor.

Leia aqui o artigo "Fisioterapia nas MPS" enviado em Dez/2001 pela Dra Alécia Simões de Salvador - BA.

O Serviço de Genética médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre preparou um livreto específico sobre o assunto que foi distribuído para os participantes do 2º Congresso Brasileiro de MPS.

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Cuidados com Medicamentos 

A auto-medicação SEMPRE deve ser evitada e qualquer medicamento só deve ser administrado se houver recomendação médica específica. O remédio que foi recomendado há alguns meses pode não ser adequado hoje devido à evolução da doença naquele paciente. 

Devem ser administrados com cautela:

  • Anestésicos
    Além dos distúrbios respiratórios, pacientes com MPS apresentam dificuldades para entubação devido ao estreitamento das vias respiratórias. Recomenda-se evitar ao máximo as anestesias e sempre realizar estes procedimentos em hospitais devidamente aparelhados. É essencial que o anestesista seja alertado que o paciente tem MPS. Mesmo os tratamentos dentários que necessitem de anestésico deverão ser feitos em hospital, e não em um consultório dentário, sob os cuidados de profissionais experientes.

  • Antibióticos
    Muitas vezes são usados em casos de gripes para tratar infecções bacterianas secundárias como a sinusite e/ou otite. Também costumam ser necessários em pacientes cardícacos antes e após um tratamento dentário pois bactérias da boca podem entrar na corrente sanguínea e causar uma infecção na válvula cardíaca. 
    Em algumas pessoas pode causar ou aumentar a diarréia. Comer iogurte com lactobacilos vivos pode ajudar assim como uma dieta pobre em fibras. 

  • Anti-alérgicos / anti-histamínicos
    Causam sonolência e pacientes com MPS costumam ter distúrbios respiratórios como a apnéia, que pode ser agravada. Podem secar o muco tornando-o mais espesso e difícil de remover.

  • Descongestionantes nasais
    Geralmente contém estimulantes que podem aumentar a pressão arterial e estreitar os vasos sanguíneos, o que é indesejável para pacientes com MPS. 
    A limpeza nasal pode ser feita com a "solução de Parson": 
    500 ml de água fervida
    1 colher de chá de sal
    1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
     
    A solução deve ser aplicada com conta-gotas ou uma seringa com 3ml, em cada narina, duas vezes ao dia.
    O paciente pode engolir ou cuspir a solução. Esta contudo, deve ser aplicada devagar, para que o paciente não se engasgue.
    Essa solução é mantida em temperatura ambiente e tem a validade de 3 dias. Após este prazo deve ser jogada fora.

  • Metabolizados pelo fígado
    Em geral o fígado de pacientes com MPS apresenta tamanho e/ou funções alteradas.

  • Xaropes
    Os usados para controlar a produção de muco não costumam ajudar. Aqueles usados para a tosse ou com efeito sedativo podem agravar um quadro de apnéia.

(Referência - Livretos sobre MPS do HCPA Hospital de Clínicas de Porto Alegre)

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Terapia de Reposição Enzimática (TRE)

O tratamento por reposição enzimática (TRE) existe desde a década de 80 para a Doença de Gaucher, um tipo de doença lisossômica de depósito. Atualmente é considerada a principal forma de tratamento das MPS e outras doenças lisossômicas. Nos casos em que há comprometimento neurológico há dúvidas quanto à eficiência. Existem estudos sendo feitos para vários tipos de MPS. 

Para alguns tipos de MPS já existem medicamentos aprovados para comercialização, inclusive no Brasil, outros ainda estão em fase de testes. Na América Latina os testes são realizados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que realiza pesquisas em conjuntos com os laboratórios internacionais que desenvolvem estes medicamentos. Clique aqui para entender melhor as fases de teste de um medicamento.

O que é

Enquanto no transplante são inseridas no organismo células que produzem a enzima, na TRE o organismo recebe a própria enzima fabricada em laboratório, modificada para que seja melhor captada pelas células e permaneça na corrente sanguínea o tempo suficiente para que possa atingir vários órgãos.

Essa enzima entra na corrente sanguínea, é captada pelas células e dentro delas vai até o lisossomo, onde degrada os GAGs acumulados.

Esse tratamento não é a cura para as MPS, mas melhora a qualidade de vida ao reduzir os sintomas da doença. É um tratamento contínuo, onde a cada uma ou duas semanas o paciente vai ao hospital para receber, via endovenosa, a enzima fabricada em laboratório. 

A UCLA - Universidade da Califórnia em Los Angeles está pesquisando um dispositivo de liberação contínua do medicamento, para ser implantado no paciente, diminuindo o custo do tratamento e a freqüência das idas ao hospital.

Acompanhe no Espaço Médico e no Novidades matérias sobre os testes com esta terapia. Veja também texto e fotos de pacientes com MPS-II e MPS-VI que em 2004/2005 participaram de testes em Porto Alegre.

TRE para MPS-I  www.aldurazyme.com 

Clique aqui e conheça o Aldurazyme® 1º medicamento para MPS-I Desde 1998 a TRE está sendo usada em pacientes com MPS-I de vários países, inclusive brasileiros.

Em 30 Abril 2003 o FDA (US Food and Drug Administration) liberou a comercialização do Aldurazyme®, o primeiro tratamento específico para MPS-I. Leia aqui matéria sobre Aldurazyme®.

Em 22 Agosto 2005 o medicamento foi aprovado para comercialização no Brasil pela ANVISA. Por se tratar de medicamento de alto custo, de uso contínuo e de doença rara, é possível obter a medicação de forma gratuita, através das secretarias de saúde.

No Brasil há pacientes com MPS-I recebendo a TRE por participarem de estudo clínicos. Outros recebem o tratamento através de programa gratuito/caritativo oferecido pela própria indústria farmacêutica que produz o medicamento. Alguns pacientes já começaram a receber através das secretarias de saúde, por processo judicial ou não.

Clique aqui e leia um resumo da palestra da Dra Verónica Muñoz - Nov 2005.

Veja detalhes em http://biomarinpharm.com/patients-physicians-mps1.shtml

TRE para MPS-II  www.elaprase.com 

Em 24/Julho/2006 o FDA aprovou o uso nos Estados Unidos do ELAPRASE™ (idursulfase®) produzido pelo laboratório Shire. O produto deve ser lançado nos Estados Unidos em Agosto/Setembro de 2006. Na Europa a solicitação de autorização foi feita em Dez 2005.

Clique aqui para ler comunicado dos laboratórios Shire. Para mais informações:

www.hunterpatients.com
www.shire.com
grupohunter@hotmail.com Envie e-mail para saber detalhes sobre como conseguir a enzima no Brasil

Clique aqui e leia um resumo da palestra da Dra Louise Lapagesse Pinto - Nov 2005.

TRE para MPS-VI  www.naglazyme.com

No Brasil em Nov de 2005 haviam 11 pessoas com MPS VI em tratamento com a enzima rhASB: uma recebe o tratamento por ter ingressado em um estudo de fase II iniciado nos Estados Unidos em 2002, 8 por terem ingressado em estudo de fase III em 2003 e 2 por "uso compassionado" ou "caritativo" onde o laboratório concorda em fornecer a medicação sem custos ao paciente.

Recentemente a rhASB foi aprovada para uso e comercialização nos Estados Unidos com o nome comercial de NaglazymeTM e está em vias de aprovação na Europa. No Brasil, a perspectiva é que no primeiro semestre de 2006 seja iniciado o processo de aprovação que dura em média um ano para se completar.

Em Agosto/2006 a empresa Collectpharm enviou e-mail para MPSBrasil informando que fez acordo com a Biomarin e iniciou a importação direta do NaglazymeTM para a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Clique aqui e leia um resumo da palestra da Dra. Ana Cecília Azevedo - Nov 2005.

Veja detalhes em http://biomarinpharm.com/patients-physicians-mps6.shtml

TRE para MPS-IV A

Maio/2006 - Leia documento da Inotech com datas previstas para testes de TRE para MPS-IV A

2006 produção de enzimas em pequena escala para estudos
2006 confirmação dos estudos em modelos animais (ratos)
2007/2008 cadastro de pacientes para programa de pesquisas e estudos pré-clínicos de toxidade com animais
2008 produção de material para estudos clínicos e início da seleção dos pacientes cadastrados
2008/2009 Início dos estudos clínicos em humanos

Out/2004 - Leia email enviado pelo Dr Tomatsu (Universidade de Saint Louis) informando o estágio das pesquisas de MPS-IV. 

TRE para outros tipos de MPS

A TKT está realizando pesquisas para MPS-III e MPS-IV. Leia aqui email da TKT.

Empresas de pesquisa e desenvolvimento de terapias para doenças genéticas

Companies dedicated to researching and developing therapies to genetic diseases

BioMarin Pharmaceutical Inc. 
Genzyme do Brasil / Genzyme Corporation 
Transkaryotic Therapies, Inc
Inotech Biotechnologies Ltd

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Terapia Gênica

A primeira vez que foi aplicada com sucesso em doenças genéticas foi em 1990. Os estudos para uso em MPS-I, MPS-II e MPS-VI estão em fase inicial sendo realizados no momento apenas em animais.

É uma esperança de tratamento para um grande número de doenças até hoje consideradas incuráveis por métodos convencionais, que vão das hereditárias e degenerativas às diversas formas de câncer e doenças infecciosas.

O que é

Terapia gênica é a mais nova alternativa terapêutica para as MPS e para as doenças genéticas em geral.  É o tratamento de doenças ou a correção de qualquer disfunção do organismo pela introdução de genes funcionais que substituam ou complementem os genes defeituosos. 

No transplante de medula são colocadas no paciente células sadias que produzam a enzima. Na reposição enzimática a enzima produzida e modificada em laboratório é injetada na corrente sanguínea. Já na terapia gênica pretende-se transferir para as células do paciente o gene responsável pela produção da enzima.

Pesquisas indicam que parece ser possível substituir a enzima defeituosa colocando-se no organismo uma cópia sadia do gene que é responsável pela sintetização da enzima defeituosa. Os principais problemas na Terapia Gênica são a rejeição pelo sistema imunológico do corpo; como levar a nova enzima ou gene a todos os tecidos, especialmente o cérebro, e a curta vida da enzima ou gene substituído. Estudos estão sendo feitos para solucionar estes problemas. 

Um gene é uma pequena parte do DNA, responsável por "ensinar" a célula a produzir a enzima deficiente.

É possível que apenas uma aplicação de terapia gênica não seja suficiente para corrigir a produção da enzima deficiente por toda vida, entretando as nos vas aplicações seriam feitas menos vezes do que a terapia de reposição enzimática.

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Transplante de medula óssea

Tem sido usado para MPS-I especialmente para crianças com até 2 anos de idade. Não é recomendado para MPS-II e MPS-III (não é efetivo na prevenção do dano cerebral). Para MPS-VI os resultados são controversos e foram feitos poucos transplantes. Também não parece ser uma opção para a MPS-IV que causa extenso comprometimento ósseo. 

É feito desde o início dos anos 80 e já foi realizado em mais de 380 pacientes com MPS no mundo todo.

Com os estudos sobre transplante de medula foi possível aprender que qualquer enzima que esteja presente no sistema circulatório pode ser reconhecida pelos "receptores" e enviada para os lisossomos, onde fará a degradação dos GAGs. Também descobriu-se que não é necessária uma quantidade muito grande de enzimas para degradar os GAGs acumulados.

Em geral os melhores resultados são observados no fígado e baço que rapidamente retornam para um tamanho próximo do normal. Em alguns casos a opacidade da córnea também diminui. No cérebro e ossos os resultados são menos animadores pois o cérebro é possui uma barreira que protege o sistema nervoso de infecções. Também os ossos e articulações possuem um sistema de proteção que dificulta a passagem das células e da enzima proveniente do doador.

O que é

O transplante de medula óssea é um tratamento proposto para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula. 

Teoricamente seria feito apenas uma vez pois o organismo "aprenderia" a fabricar a enzima faltante. É um procedimento com risco de rejeição e difícil de se conseguir o doador que precisa ser compatível e não portador de MPS.

A medula óssea não é a medula espinhal (coluna), é um tecido líquido que existe dentro dos ossos longos, sendo conhecida popularmente por "tutano". Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. 

Pelas hemácias o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, especialmente no combate às infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

O transplante pode ser autogênico, quando a medula ou as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor) ou alogênico, quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo (doador). 

O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical. 

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar Medula Óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, através de punções e se recompõe em apenas 15 dias.

A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a UMA EM MIL. Por isso, são organizados Bancos de Doadores de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.

Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, pode ser a diferença entre a vida e a morte. 

Fonte
http://www.inca.org.br/cemo/doacao.html 
http://www.inca.org.br/tratamento/faq_medula.html

  

Centro Nacional de Transplante de Medula Óssea (CEMO) 
http://www.inca.org.br/cemo 
REDOME Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea
redome@inca.org.br 
  
The National Marrow Donor Program  The National Marrow Donor Program 
Doação de medula óssea
Cord Blood Donor Foundation Cord Blood Donor Foundation  
Doação de sangue do cordão umbilical

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Reposição por fibroblastos

Fibroblastos são células encontradas abaixo da pele, produzem colágeno e fazem parte da estrutura de sustentação dos tecidos e órgãos.

O que é

É um tratamento contínuo onde periodicamente são injetados no paciente fibroblastos cultivados a partir de células da pele de um doador.

(Ainda não conseguimos um texto com uma explicação didática nem links específicos para o assunto. Se você é médico, colabore conosco e envie um texto)

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Outros tratamentos sendo pesquisados

Terapia Celular
Antibióticos (estudos pré-clínicos) 
Inibidores da síntese dos gangliosídeos 

Genistein
Estudo em células da pele de humanos (I, II, III-A e III-B)
Estudo em seres humanos em andamento (20 MPS III-A e III-B). Início: novembro/2005.

Rodamina B
Modelo animal de MPS III-A e MPS VI

RNA de interferência

Chaperonas (proteínas)
Estudo em células da pele de pacientes com MPS IV-B

Chaperonas e inibidores da síntese de mucopolissacarídeos
Podem ser tomados pela boca
Parece que podem chegar ao cérebro

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Treatments and teraphies

Genetic Counseling
Alimentary Diet
Phisiotherapy
Drugs 
Bone marrow transplant
Enzime Theraphy
Genic Therapy
Fibroblasts Therapy 
Other treatments under research

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